A fábula ridícula de La Fontaine
A Fábula Ridícula de La Fontaine
Contaram para você que a cigarra canta o verão inteiro enquanto a formiga trabalha. Mentira.
A fêmea bota os ovos e morre. Não tem violão. Não tem preguiça. Tem função.
O ovo cai. Vira ninfa. Entra na terra. Fica lá: 4 anos, 17 anos. No escuro. Sem sol. Sem aplauso.
Depois, cava. Sobe na árvore. Troca de pele. Vira adulta por um único verão. O macho canta. Grita agudo. Alto. Não é festa: é instinto. Ele tem apenas 30 dias para achar a fêmea silenciosa, acasalar e morrer.
Dezessete anos de chão para trinta dias de canto.
A formiga guarda comida? A cigarra guardou a espécie.
La Fontaine não sabia de biologia; sabia de casta. Inventou a fábula para a criança obedecer. Para você achar que quem canta é vagabundo. Para você bater palma para a formiga que carrega folha o dia inteiro para o formigueiro da rainha.
A moral da elite é clara: Trabalhe. Não cante.

Era da elite, agora virou do pobre vigia de direita pela saco,
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