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Mostrando postagens de junho 26, 2026

Bets: "A minha sorte é melhor"

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  EDITORIAL Bets: "A minha sorte é melhor" Antenor Emerich Calma, BET, calma. É espantosa a facilidade com que milhões de pessoas entregam dinheiro às casas de apostas acreditando que serão a exceção. Todo apostador acredita que vai tirar a sorte grande. Nenhum, absolutamente nenhum, para por um instante e pensa: "Existem milhões de pessoas apostando exatamente a mesma coisa que eu." E, principalmente: "A BET não é uma casa de caridade." Ela não existe para distribuir riqueza. Ela existe para ganhar dinheiro. E ganha. Ganha porque as probabilidades foram construídas para isso. O apostador perde. Acredita que foi azar. Aposta outra vez para recuperar o prejuízo. Perde de novo. Então faz aquilo que a BET espera que ele faça: deposita mais dinheiro. É um ciclo perfeito. Quanto mais a pessoa perde, mais acredita que está perto de ganhar. É a velha ilusão de que a próxima aposta corrigirá todas as anteriores. Mas a matemática não tem memóri...

REPORTAGEM ESPECIAL: Os Bastidores da Legalização das "Bets" no Brasil

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Reportagem Antenor Emerich   A camara do deputados  A aprovação do mercado de apostas online (as "bets") no Congresso Nacional ocorreu oficialmente em dezembro de 2023 através da Lei nº 14.790. O início de tudo, porém, remonta a 2018, quando o então presidente Michel Temer legalizou a modalidade sem regulamentá-la. Diante do crescimento desordenado e do interesse do governo federal em engordar o caixa público, a Câmara dos Deputados liderou a votação que estruturou o mercado, cobrando 12% de imposto sobre o faturamento das empresas e 15% sobre os ganhos dos apostadores. [1, 2, 3, 4, 5]  A seguir, confira a reportagem completa detalhando o histórico, as pressões políticas nos bastidores e os impactos financeiros que movimentaram os gabinetes de Brasília. REPORTAGEM ESPECIAL: Os Bastidores da Legalização das "Bets" no Brasil O Começo de Tudo: A "Janela" de 2018 A febre das apostas no Brasil começou antes mesmo de o país possuir regras fiscais para o setor. E...

Fim dos direitos trabalhistas

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Artigo de Antenor Emerich Às vezes, fico imaginando o sujeito que vota na extrema-direita. O candidato diz: "Vocês têm que abrir mão dos direitos do trabalhador. É melhor ter mais emprego e menos direitos do que ficar sem trabalhar." E o indivíduo responde: "É isso aí! Vou votar nesse candidato."  E vota. Vota contra si mesmo. Vota pelo fim do FGTS, pelo enfraquecimento da Previdência, pela redução da proteção trabalhista, pela flexibilização das garantias conquistadas ao longo de décadas. Vota contra férias remuneradas, décimo terceiro, sindicatos, acordos coletivos, universidades públicas, creches e políticas sociais que ajudam a reduzir a desigualdade. Em nome da liberdade, acaba aceitando uma condição de maior vulnerabilidade. Neste ponto, surgem à minha mente inquieta três questões fundamentais. Questão um O grande truque dessa retórica consiste em vender a perda de direitos como sinônimo de liberdade ou de espírito empreendedor. O trabalhador abre mão da segur...