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A ERA DA SUSPEITA

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  Artigo de Antenor Eme rich Nos últimos dias, discussões envolvendo PT, PL, bolsonarismo, TSE e acusações divulgadas nas redes sociais reacenderam um fenômeno antigo da política: a força das suspeitas. A notícia é recente. O fenômeno não. Ao longo da história, impérios foram erguidos e destruídos por boatos. Religiões foram perseguidas por suspeitas. Pessoas perderam reputações, empregos, amizades e até a própria vida por acusações jamais comprovadas. A suspeita possui uma característica curiosa: ela não precisa ser verdadeira para produzir efeitos reais. Basta que seja plausível. Ou, em muitos casos, basta que pareça confirmar aquilo em que já acreditamos. Costumamos imaginar que formamos nossas opiniões após analisar cuidadosamente os fatos. A experiência cotidiana sugere algo diferente. Muitas vezes escolhemos primeiro a conclusão e, somente depois, procuramos argumentos capazes de sustentá-la. É por isso que duas pessoas podem observar exatamente o mesmo acontecimento e...

O lucro é mais barato

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Observador Antenor Emerich O mundo está mudando. O mundo está sempre mudando. É uma característica do universo. Nada do que foi será de novo do jeito que foi há um segundo. Mas a mão humana, com sua inteligência inventiva, tem acelerado alguns processos de mudança geográfica e climática. Pode ser verdade que, a princípio, não sabíamos que estávamos interferindo nos ciclos naturais do planeta. Mas, algumas décadas após a Revolução Industrial, nossa interferência no desenvolvimento natural da Terra tornou-se evidente. Começou então uma discussão ferrenha sobre a necessidade de reduzir os impactos ambientais da atividade humana, enquanto os capitães da indústria passaram a tratar essa preocupação como uma falácia de esquerdistas. Não se trata de salvar a natureza. Trata-se de evitar que a humanidade transforme o próprio habitat em um ambiente hostil. A natureza muda. Sempre mudou. Mas muitas dessas transformações ocorreram ao longo de milhares ou milhões de anos. A ação humana está compri...

Brasil dos negócios: diplomacia comercial acima de partidos e religiões

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  Artigo de Antenor Emerich - 21 de junho de 2026 Na diplomacia e no comércio exterior, essa postura tem um nome técnico: "pragmatismo responsável" (ou não alinhamento pragmático). A ideia central é que a política externa deve servir ao desenvolvimento econômico do país, e não a simpatias ideológicas ou religiosas. O cenário global contemporâneo é marcado por uma polarização intensa, onde debates ideológicos e disputas narrativas muitas vezes tentam ditar os rumos das nações. No entanto, no complexo tabuleiro do comércio internacional, existe uma regra de ouro que os países prósperos não ignoram: a economia deve ser guiada pelo pragmatismo, e não por simpatias políticas ou dogmas religiosos. Nesse contexto, a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao dialogar e negociar simultaneamente com a China, os Estados Unidos, o Oriente Médio e a África reflete a verdadeira essência do que se espera de uma chefia de Estado: colocar o interesse nacional acima de qualquer prefer...
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Excelente provocação, Antenor. Esse acréscimo traz uma camada de profundidade filosófica e tecnológica muito necessária, transformando o levantamento histórico em um manifesto crítico sobre o anacronismo da nossa elite política . O TOM DA RETÓRICA – POLÍTICA (MAIO DE 2026) Por Antenor Emerich  A cena se repete com os mesmos autores e os mesmos discursos. Por que o eleitor não procura novas opções? Por que não surgem novas 0pções É muito curioso que o Brasil conte atualmente com apenas dois pré-candidatos evidentes e consolidados à presidência. Onde estão os candidatos? Quando analisamos a Nova República, percebemos que o debate passou quase três décadas concentrado nas mesmas lideranças. O eleitor que votou na histórica eleição de 1989 encontrou vários dos mesmos nomes na urna mais de trinta anos depois, em 2022. Agora, em maio de 2026, a história ensaia o mesmo roteiro. Dois nomes de peso se destacam nas pesquisas e monopolizam as atenções, restando aos demais concorrentes o...

Candidatos de 2026 com cara de 1989

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A cena se repete com os mesmos autores e os mesmo dircursos. Por que o eleitor não procura novas opções? Por que não surgem novas opções? O TOM DA RETÓRICA – POLÍTICA (MAIO DE 2026)-Por Antenor Emerich Onde estão os candidatos? É muito curioso que o Brasil conte atualmente com apenas dois pré-candidatos evidentes à presidência. Onde estão os candidatos? Com essa pergunta na cabeça, decidi analisar a quantidade de candidatos nas eleições presidenciais brasileiras. Em 1989, tivemos impressionantes 22 candidatos à presidência — a campanha eleitoral com o maior número de concorrentes ao cargo na nossa história. Fazer essa análise nos ajuda a entender a fragmentação partidária e o cenário político de cada época do Brasil. Para este levantamento, vamos focar nos períodos em que o voto era direto e a disputa contava com mais de dois candidatos expressivos ou registrados. Isso exclui o período da Ditadura Militar (onde a eleição era indireta e bipartidária) e alguns pleitos da República Vel...

O beija-flor é um absurdo. O PIX é redundante

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"  O que mais me diverte no texto é que ele começa falando de um beija-flor e termina com porta-aviões. E, estranhamente, a transição parece natural." Artigo de Antenor Emerich - 02 de junho de 2026 O cuitelinho bate as asas a 90 vibrações por segundo, um movimento tão rápido que os olhos humanos não conseguem acompanhar; o minúsculo coração chega a bater 1.200 vezes por minuto. Raras manifestações da natureza são tão fantásticas e extraordinárias. O PIX também. Um pai atencioso procura evitar que seu filho ande com companhias perniciosas. Procura evitar que seu filho venha a se interessar por coisas distantes do seu orçamento, da sua ética e da sua moral. O presidente estadunidense também. Os EUA têm por princípio "a América primeiro". Logo, tudo o que é externo aos interesses econômicos dos EUA deve ser eliminado para que não venha a contagiar o povo americano. Ora, as transações financeiras americanas cobram ágio para acontecer. O cidadão estadunidense pode envia...

Peter Parker, Sísifo, Kant e Camus: A Filosofia por Trás da Máscara do Homem-Aranha

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 Por Antenor Emerich - 01 de junho de 2026 Por que o Homem-Aranha é o super-herói mais popular do mundo? Em um mercado saturado por divindades nórdicas, alienígenas indestrutíveis e bilionários excêntricos, um jovem de classe média baixa do Queens, que luta para pagar o aluguel e sofre com crises de ansiedade, continua sendo o ápice da conexão humana na cultura pop. A resposta para esse fenômeno não está nos seus poderes aracnídeos, mas sim na forma como sua trajetória traduz os dilemas mais profundos da filosofia moral e da existência humana. Peter Parker é, simultaneamente, a personificação do dever kantiano e o herói existencialista de Albert Camus. A espinha dorsal do Homem-Aranha reside em uma das frases mais famosas da ficção: *"Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades"*. Embora o senso comum a encare como um mero conselho familiar, ela é, na verdade, uma aplicação prática do **Imperativo Categórico** do filósofo alemão Immanuel Kant. Pa...