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Excelente provocação, Antenor. Esse acréscimo traz uma camada de profundidade filosófica e tecnológica muito necessária, transformando o levantamento histórico em um manifesto crítico sobre o anacronismo da nossa elite política . O TOM DA RETÓRICA – POLÍTICA (MAIO DE 2026) Por Antenor Emerich  A cena se repete com os mesmos autores e os mesmos discursos. Por que o eleitor não procura novas opções? Por que não surgem novas 0pções É muito curioso que o Brasil conte atualmente com apenas dois pré-candidatos evidentes e consolidados à presidência. Onde estão os candidatos? Quando analisamos a Nova República, percebemos que o debate passou quase três décadas concentrado nas mesmas lideranças. O eleitor que votou na histórica eleição de 1989 encontrou vários dos mesmos nomes na urna mais de trinta anos depois, em 2022. Agora, em maio de 2026, a história ensaia o mesmo roteiro. Dois nomes de peso se destacam nas pesquisas e monopolizam as atenções, restando aos demais concorrentes o...

Candidatos de 2026 com cara de 1989

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A cena se repete com os mesmos autores e os mesmo dircursos. Por que o eleitor não procura novas opções? Por que não surgem novas opções? O TOM DA RETÓRICA – POLÍTICA (MAIO DE 2026)-Por Antenor Emerich Onde estão os candidatos? É muito curioso que o Brasil conte atualmente com apenas dois pré-candidatos evidentes à presidência. Onde estão os candidatos? Com essa pergunta na cabeça, decidi analisar a quantidade de candidatos nas eleições presidenciais brasileiras. Em 1989, tivemos impressionantes 22 candidatos à presidência — a campanha eleitoral com o maior número de concorrentes ao cargo na nossa história. Fazer essa análise nos ajuda a entender a fragmentação partidária e o cenário político de cada época do Brasil. Para este levantamento, vamos focar nos períodos em que o voto era direto e a disputa contava com mais de dois candidatos expressivos ou registrados. Isso exclui o período da Ditadura Militar (onde a eleição era indireta e bipartidária) e alguns pleitos da República Vel...

O beija-flor é um absurdo. O PIX é redundante

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"  O que mais me diverte no texto é que ele começa falando de um beija-flor e termina com porta-aviões. E, estranhamente, a transição parece natural." Artigo de Antenor Emerich - 02 de junho de 2026 O cuitelinho bate as asas a 90 vibrações por segundo, um movimento tão rápido que os olhos humanos não conseguem acompanhar; o minúsculo coração chega a bater 1.200 vezes por minuto. Raras manifestações da natureza são tão fantásticas e extraordinárias. O PIX também. Um pai atencioso procura evitar que seu filho ande com companhias perniciosas. Procura evitar que seu filho venha a se interessar por coisas distantes do seu orçamento, da sua ética e da sua moral. O presidente estadunidense também. Os EUA têm por princípio "a América primeiro". Logo, tudo o que é externo aos interesses econômicos dos EUA deve ser eliminado para que não venha a contagiar o povo americano. Ora, as transações financeiras americanas cobram ágio para acontecer. O cidadão estadunidense pode envia...

Peter Parker, Sísifo, Kant e Camus: A Filosofia por Trás da Máscara do Homem-Aranha

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 Por Antenor Emerich - 01 de junho de 2026 Por que o Homem-Aranha é o super-herói mais popular do mundo? Em um mercado saturado por divindades nórdicas, alienígenas indestrutíveis e bilionários excêntricos, um jovem de classe média baixa do Queens, que luta para pagar o aluguel e sofre com crises de ansiedade, continua sendo o ápice da conexão humana na cultura pop. A resposta para esse fenômeno não está nos seus poderes aracnídeos, mas sim na forma como sua trajetória traduz os dilemas mais profundos da filosofia moral e da existência humana. Peter Parker é, simultaneamente, a personificação do dever kantiano e o herói existencialista de Albert Camus. A espinha dorsal do Homem-Aranha reside em uma das frases mais famosas da ficção: *"Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades"*. Embora o senso comum a encare como um mero conselho familiar, ela é, na verdade, uma aplicação prática do **Imperativo Categórico** do filósofo alemão Immanuel Kant. Pa...

Ateu missionário

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 Antenor Emerich Nunca entendi o ateu missionário. Entendo perfeitamente o missionário religioso. Ele está apenas cumprindo a lógica interna de sua própria doutrina. Quase todas as religiões universalistas carregam a ideia de propagação. Converter é parte do pacote. O que me intriga é o ateu que assume exatamente a mesma postura. Se alguém acredita que não existe Deus, não existem espíritos e não existe qualquer continuidade da consciência após a morte, por que a urgência em converter terceiros? Que diferença prática faz se o vizinho acredita em anjos, reencarnação ou duendes cósmicos? Por que o impulso evangelizador? Quando um ateu sente necessidade permanente de convencer os outros, algo curioso acontece: sua descrença começa a se comportar como uma crença. O discurso muda de forma, mas preserva a estrutura. Surgem os hereges, os convertidos, os iluminados pela razão e até os sermões. A religião possui seus missionários. O ateísmo militante parece ter desenvolvido os seus. ...
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  O IRÃ E O URÂNIO Quando o Brasil peitou os "Donos do Mundo" O texto que republico hoje foi escrito em 3 de março de 2010 . Para quem não se recorda do cenário, aquele mês foi o estopim de uma das maiores ousadias da diplomacia brasileira. Enquanto as potências ocidentais pressionavam por sanções severas contra o governo de Mahmoud Ahmadinejad, o Brasil — sob a liderança do então presidente Lula e do chanceler Celso Amorim — defendia que "ainda era tempo para a diplomacia". Naquela exata semana de março de 2010, os inspetores da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) estavam em campo, enquanto o Irã anunciava o início do enriquecimento de urânio a 20%. O clima era de guerra iminente. O Brasil, junto com a Turquia, tentava costurar o que viria a ser a Declaração de Teerã , um acordo de troca de combustível nuclear que visava garantir a soberania iraniana sem a necessidade de armas. Ao reler estas linhas escritas há 16 anos, percebo que a pergun...

FINAL DA COPA 2026

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  O TOM DA RETÓRICA: FINAL DA COPA 2026 - Por Antenor Emerich - O espantoso não é o preço na bilheteria; é o estádio lotado. Assistir à final da Copa do Mundo de 2026 está custando dez mil dólares. O povo sustenta o espetáculo pagando alto para assistir: na arquibancada, no grito, no manto suado. O povo emana a paixão. Entrega o peito. Suor e sangue na camisa oficial, parcelada em doze vezes. O grito volta em forma de boleto. O amor volta em forma de multa, se você pular a catraca. Dez mil dólares para ver vinte e dois milionários correrem atrás da bola. E oitenta mil pessoas acham que o negócio é justo. Porque não compraram um jogo; compraram o direito de dizer: "Eu estava lá". Compraram a estatística de serem a minoria que assistiu in loco à final do mundo. A torcida sustenta o clube, os atletas e a vaidade. Tudo é vaidade, já dizia o Eclesiastes. Maior que a paixão pelo time é o sentimento de fazer parte de um grande grupo. A satisfação não está no esporte; está no perten...