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A baleia encalhada

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Fiquei surpreso com o barulho em torno da baleia encalhada. A baleia não morria, e o povo foi ficando inquieto. Jogar de volta no mar não dava. T entar arrastar era inútil. A baleia parecia fazer força para ficar na areia. Claro. O Ser Humano parece pensar que a baleia, um ser que vive centenas de ano no mar, assim de bobeira, encalhou na praia. E tenho que comentar que isso acontece sempre. Todos os anos muitas baleias quase são salvas. Apesar de todos os esforços, a baleia acaba morrendo na praia. Por mais dezenas de anos que uma baleia viva, sua vida finda. Como acontece com todo organismo (carbono) envelhece e fica fraco. No mar, assim como na selva, a lei é sobreviver. Moveu-se, virou presa. Os gigantescos mamíferos, poderosos, enquanto viris, enfraquecem, e predadores velozes percebem a fraqueza instintivamente, e, como podem, vão tirando lascas da baleia, que sem poder nadar e se contorcer como outrora, não consegue escapar da ação cada vez maior de predadore...

Os governos e a FOME

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Amigos e Amigas, a despeito de nossas desavenças, sou Anarquista. Não creio que alguma vez na história da humanidade alguém tenha pensando que estava no governo de uma nação, senão à serviço unicamente de suas necessidades. O que da vazão para qualquer um que chega a um cargo de alta estirpe política passar a se considerar meio que um semi-deus. O que leva o povo a seguir um homem tosco, iludido com as miragens do poder é a BARRIGA CHEIA! O povo não tem muita memória, mas tem muito estômago. Na época do Plano Real amaram FHC e a imprensa nacional malhava FHC tal qual faz agora com LULA. Me cansei de crer que a imprensa fala pelo bem do Brasil, fala unicamente pelo bem de seus cofres e lucros. O POVO VOTA NA DILMA POR UMA UNICA RAZÃO: A ELITE CAPITALISTA NÃO GOSTA DA DILMA. O Povo não precisa de nenhum tipo de razão melhor que essa, pra votar sem ganhar nada em troca. No mais vamos discutir a razão de na nossa latina nação o voto ainda ser obrigatório. E o salário mínimo...

Talento em função do dengo

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(Pensando em Alvares d e Azevedo) Leio escritores e poetas frustrados, escrevendo sobre amores que não conseguiram encarcerar. Reclamando, invejosos, de riquezas que não lograram ter. Atacando uma sociedade que não se sensibilizou às suas frustrações. Chorões; talentosos com o raciocínio, visionários, tocados pela arte, consideravam, e consideram, a si, dignos de honra. Uma honra a que a sociedade não outorga. Entregues aos seus vícios e crenças, ansiavam, e anseiam, ser admirados, ricos e adorados. Cientes do parco raciocínio, do pouco conhecimento do mundo que os cerca, da mirrada cultura em que vive a humanidade, muitos escritores tornaram-se medíocres, escrevendo apenas para impressionar. Lamentam amores idealizados que não corresponderam às suas expectativas. Sscritores e poetas, mas tão mesquinhos quanto a sociedade que criticavam, e criticam ainda. Nota-se egoísmo e individualismo em seus escritos, uma sutil tendência a sentirem-se superiores aos demais mortais não iniciad...

A violência contra a mulher – feedback

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Depoimento verdadeiro Artigos em blogs nos dão muitas experiências. A possibilidade de contato direto com quem lê blogs, por exemplo. As idéias podem ser similares e extremamente opostas. Todos tiram suas conclusões sobre a vida, de acordo com o que lhes acontece na vida. Do que presenciam na vida. Do que sentem, e do que aprenderam a sentir e a pensar. No artigo da violência sobre a mulher (http://otomdaretorica.blogspot.com/2010/08/violencia-contra-mulher.html ), declaro que homens que batem em mulher não lêem. Pensei no sofrimento calado dos “burgueses” e dos liberais, que apesar da pompa e dos diplomas são tão suscetíveis a traumas e cisões quanto qualquer “pé rapado” na rua. Creiam que parei minutos a pensar sobre o assunto, e concluí que diploma não certifica inteligência e compassividade. Apesar do luxo e graduação, o ente pode estar torturado por seus vícios, maus pendores e tendências, e somente ele sabe o seu sofrimento para se agüentar. Então quando digo ler, me refiro àquel...

A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

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O problema é a violência. Creio ainda que não adianta falar sobre a violência contra a mulher. Uma vez que creio ainda, que, quem bate em mulher não tem o salutar hábito de ler. E passa distante de blogs. Pensemos nós, que pensamos, em como podemos auxiliar em uma maneira de eliminarmos de vez a violência do convívio social. Como podemos auxiliar na busca da valorização do ser humano, no respeito pela entidade humana ao seu lado. Estamos, todos, em busca da mesma causa: paz e felicidade. Mas ainda fazemos guerras, ainda jogamos bombas, ainda atiramos projéteis uns nos outros, ainda detestamos pessoas, ainda falamos mal de algumas, ainda mentimos, ainda somos infiéis, interesseiros, egoístas e temos medo de que os outros peguem tudo e nos deixem sem nada. Este medo nos torna ávidos, mesquinhos e destituídos de compaixão. Uma defesa do EU sombrio que vive dentro de cada um de nós, uma vez que você não terá compaixão daquele que (acredita você), vai tomar o que é seu se ...

Cultura POP e Consumo

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A mídia consiste em mostrar o que todo mundo quer ver, e cobrar, de quem quer mostrar pra todo mundo. Em idéia simplória. A mídia capitalista descobriu que algo repetido muitas vezes, se torna consciente coletivo. Ou seja, se botarem no ar dez pessoas falando que determinada marca é boa, mil pessoas vão acreditar e comprar. Se disserem que para ser fashion é preciso vestir determinada marca, a marca vende. Assim para manter-se no lucro, no topo das vendas, é preciso inventar novidades. Portanto, a mídia vai gerar sempre, a sua nova próxima necessidade urgente. Que, para não se sentir por fora da moda coletiva vigente, você vai comprar e pagar o preço. A Mídia capitalista gera símbolos personalizados, chamam isso de espiritualizar a marca. E, funciona, desconhecidos formam grupos de consumo POP. Sem tocarem em quaisquer questões cruciais para o bem estar humano, vendem personalidades plásticas que o ENTEHUMANO assume (compra), por não ter personalidade própria e por ainda t...

A cultura da Palmada

Crônicas sobre o tempo Dar palmada, ou não dar palmada. Não dar palmada, é claro; e, me recuso a usar esse substantivo no plural. Em primeiro lugar, agressão não é solução. E, quando um humano parte para a agressão, entra em cena o subumano, por sua condição irracional. A agressão atesta a total falta de argumentação. Isto é lamentável, por que poderia, ainda, ter, como último argumento, tendo esgotados todos os demais, que, agredir também não resolve. Para justificar que esta é uma crônica sobre o tempo, ressalto que nossa história gerou nossa educação e cultura, temos na violência e na guerra nosso meio de viver. Seja para atacar, ou para defender. Os antigos tempos difíceis, em que a humanidade era atacada por insetos, fome, frio, fome, seca, fome, feras e fome justificava a selvageria e a barbárie; atacar e matar eram apenas um meio de sobrevivência. Não foi o código de Hamurabi que atestou o olho por olho, foi o consenso do dente por dente que legalizou o ato. ...