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A cultura da Palmada

Crônicas sobre o tempo Dar palmada, ou não dar palmada. Não dar palmada, é claro; e, me recuso a usar esse substantivo no plural. Em primeiro lugar, agressão não é solução. E, quando um humano parte para a agressão, entra em cena o subumano, por sua condição irracional. A agressão atesta a total falta de argumentação. Isto é lamentável, por que poderia, ainda, ter, como último argumento, tendo esgotados todos os demais, que, agredir também não resolve. Para justificar que esta é uma crônica sobre o tempo, ressalto que nossa história gerou nossa educação e cultura, temos na violência e na guerra nosso meio de viver. Seja para atacar, ou para defender. Os antigos tempos difíceis, em que a humanidade era atacada por insetos, fome, frio, fome, seca, fome, feras e fome justificava a selvageria e a barbárie; atacar e matar eram apenas um meio de sobrevivência. Não foi o código de Hamurabi que atestou o olho por olho, foi o consenso do dente por dente que legalizou o ato. ...

Os pés firmes na terra

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Crônicas sobre o tempo Metafísica Muita gente se orgulha de “ter os pés firmes no chão”. De “pisar em terra firme”. Querem dizer com isto que vivem a realidade, que são pessoas centradas, pessoas sérias, que não ficam por ai a pensar e pesquisar bobagens. No meu modo de vida, estes são tolos. Porque no meu modo de vida, não se chama o planeta de “terra firme”. O Planeta é um corpo oval, girando a 30.000 km/m, em torno de sol, e gira ao redor do si, feito um peão, a 108.000(108 mil) km/h (em média). Os astrônomos gostam de referirem-se à velocidade em unidades de km/s. Assim, a rotação tem a velocidade de 1/2 km/s e a translação a 30 km/s. Isto é o bastante para continuar. Entretanto, os curiosos querem saber mais, então: Em relação ao centro da Via Láctea (a nossa galáxia), a Terra move-se (junto com todo o sistema solar) à velocidade de 250Km/s. A galáxia inteira gira ao redor do centro do nosso grupo local de galáxias à velocidade de 300 Km/s. Pronto. Os não hábe...

Filosofia Social e Política

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a ANARQUIA explica Sistema de Governo (não escrevi errado, escrevi do jeito que eu queria) O que sobra do capital são seres humanos, alquebrados física, psíquica e emocionalmente, que são enviados aos corredores do governo, onde são, invariavelmente, mal tratados e mal aposentados. Dedicar sua vida toda à indústria não lhe rende uma senilidade estável. Sequer, morte tranqüila. Ao trabalhador não sobra tempo para esportes, para participar de movimentos culturais e comunitários. E fazem piadas sobre o zé ninguém e o joão sem braço. Na outra parte do romance, o governo, o mesmo governo que aposenta mal, empresta dinheiro para salvar a empresa privada. O Sistema jura que é república. Que é capitalista. Até afeta ser NEO-LIBERAL. Mais pela palavra, que parece combinar melhor com “PLAYBOY”, que pela adesão ao conceito. O que vejo é, mais uma vez, o povo funcionando como fole, exaurindo o fôlego, para manter acesa a chama na brasa. O mesmo povo, que por não ...

Crônicas sobre o tempo

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Antenor Emerich – “Nem sempre é possível. As vezes é preciso desistir” Quando falamos em desistir de algo, alguém logo nos anima a prosseguir. Não desista nunca. Siga em frente, dizem. Desistir jamais! Tanto se fala assim que se tornou correto. Teimosa, a humanidade adora esse paradigma. Ninguém desiste. Ninguém arreda o pé, nem um centímetro. Assim, segue, esse comboio de corda, a entreter a razão. Outrossim, faço votos de que as pessoas aprendam a desistir. Desistir de ser carrancudas, de se apoderar de dinheiro público, de desconfiar dos outros, de não ser confiávél; de pegar tudo o que puder sem pensar em quem esta esperando pra pegar um pouco também. Poxa! Eu gostaria que o bolo de aniversário de São Paulo demorasse mais tempo para ser consumido. O povo avança e pega o que pode. De bolo, a dinheiro. Os ricos se agarram aos seus bens, e só lastimam um dia não poderem levar tudo consigo para o outro mundo. Mesmo assim chegam lá contando todas as vantagens que tinham na terra. Gostar...

Política e Responsabilidade

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(Antenor Emerich) Problema na escola, barranco que cai e as aulas não são suspensas e os pais continuam a mandar seus filhos para a escola. Os pais querem que arrumem o barranco para que não desmorone, os políticos dizem à Diretora da escola que não suspenda as aulas. O problema em uma escola é o vulgar. As mais seguras tem muros de penitenciária. Não sei se para pessoas estranhas terem seu acesso limitado, ou se para impedir o aluno de fugir. Sinceramente. Muros altos, é um problema. O problema mais fácil de observar é o que põe em risco a integridade física do aluno. No caso, um barranco que ameaça desmoronar sobre a parede da escola, o que faria cair a parede sobre os alunos. Invariavelmente, situações semelhantes geram uma grande discussão e proporcional inação. Falam muito e não fazem nada. O que é absurdo. Vamos traçar um percurso legal, para ver como os fatos podem transcorrer. O zelador da escola avisa a diretora que o barranco está para desmoronar. ...

Crime e Castigo

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Todos os dias nos jornais, tele e impressos, vê-se as mesmas notícias. Assalto, sequestro, assassinatos, estupros. O Meios de Comunicação de Massa (MCM), priorizam o tétrico, o grotesco, a maldade humana. A população se agrada e retribui com generosos índices de audiência. Quanto pior, melhor. Todos os dias também vê-se uma população mais indignada com os crimes, bradam aos ventos, de punhos cerrados, aos céus por mais punição, mais castigos, piores leis, que maltratem mais os animais humanos que tanto caos e terror levam as populações. Pedem a morte dos doentes sociais, que vida de fato há muito não tem, se alguma vez a tiveram. A polícia se vê acuada entre a lei, a ordem e a justiça sem julgamento. Entrar nas favelas atirando é o que povo pede sem cessar, "para que prender bandido? tem que matar!" é grito uníssono da população brasileira, para não nos estendermos ao mundo, que pede, algo seja feito imediatamente; o resultado é sempre o mesmo. Entre a guerra de polici...

Crônica da copa

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A tarde passava sem pressa, na tela, a seleção cantava o hino. Repousada s obre meu peito, ela ressonava suavemente, sua mão tranqüila em meu abdômen. Na tel a, Galvão me deixava inquieto, sem entender a razão pela qual a seleção não poderia pegar uma grande seleção pela frente, que medo da Espanha, que medo da Argentina... Um domingo legal. Na rua tudo estava em silencio. Cortado ocasionalmente, por algum “foguetão” ou a moda da moda: a vuvuzela. Sopram fraco e não resistem mais que segundos. Costa do marfim não queria perder de muito. Dunga não queria usar toda a artilharia de uma vez. Não que as equipes esportivas concordem, querem todo o arsenal de peso para quebrar gravetos. Com todo o respeito pela Pátria Costa do Marfim, mas de futebol, entende o Brasil. Dunga está certo, manter o controle é suficiente, o técnico argentino do Chile, percebeu o truque de Dunga. Cautela. Enquanto cuidam do Kaká, Luiz Fabiano faz gols, se cuidarem do Luiz Fabiano, o Elano faz gols. Se cuida...